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Doleiro diz que Temer dividiu propina da Odebrecht com Geddel

Foto: Rogério Melo/PR

Em delação já homologada pelo Supremo, o corretor disse que buscou R$ 1 milhão pagos pela empreiteira no escritório de José Yunes, amigo do presidente.

O doleiro Lúcio Bolonha Funaro, apontado como operador de propina para políticos do PMDB, disse em sua delação premiada que buscou uma caixa com R$ 1 milhão no escritório de José Yunes, ex-assessor especial e amigo íntimo do presidente Michel Temer.

O dinheiro pertenceria a Temer, por conta de um acordo de caixa 2 feito com a Odebrecht. A quantia foi remetida a Salvador, mais especificamente para o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), outro amigo íntimo do presidente da República, segundo o delator. O acerto do caixa 2 com a empreiteira foi feito, conforme a delação, por Temer e pelo ministro da Casa Civil da Presidência, Eliseu Padilha.

O relato de Furano corrobora suspeita de movimentação de dinheiro vivo, em quantias milionárias, por Geddel, ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República. Na semana passada, a Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 51 milhões num “bunker” em Salvador, que seria usado pelo político baiano e encontrou as digitais dele em pacotes de dinheiro apreendidos. O ex-ministro está preso preventivamente no Presídio da Papuda desde a última sexta-feira, 08/09.

Além disso, a delação esclarece o episódio da caixa com R$ 1 milhão que apareceu no escritório de Yunes. O amigo de Temer deixou a assessoria especial da Presidência da República depois de vir a público a delação de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, que afirmou ter havido uma entrega de dinheiro vivo no escritório de Yunes, em São Paulo, em 2014, como parte de um acordo de doação da empreiteira acertado com Temer e Padilha.

O ex-assessor procurou a Procuradoria Geral da República em fevereiro para dar a sua versão da história. Ele afirmou ter recebido uma ligação de Padilha para que recebesse alguns “documentos” em seu escritório. Um “pacote” foi levado por Funaro, conforme a versão de Yunes. O amigo de Temer chegou a dizer que foi apenas uma “mula” de Padilha. Já a versão de Furano aponta que Yunes sabia do esquema e que os valores eram do então vice-presidente Michel Temer, que estaria enviando para Geddel “uma parte do dinheiro arrecadado”. Funaro disse ter ligado para Yunes e combinado a retirada do R$ 1 milhão no escritório deste. Segundo o relato, o doleiro foi ao escritório acompanhado de um segurança e foi recebido pelo próprio Yunes. Já em seu escritório, Funaro pediu a um funcionário para que fosse até Salvador entregar a quantia a Geddel.

Temer teria recebido 20 milhões da Gol

Vale lembrar que em sua delação, Funaro também relatou que  Temer recebeu propina de R$ 20 milhões de um dos fundadores da Gol Linhas Aéreas, Henrique Constantino. O valor foi dado em troca de apoio ao projeto de abertura do setor aéreo ao capital estrangeiro. A Câmara dos Deputados aprovou no no passado, com apoio do governo Temer, uma medida provisória que permitia 100% do controle acionário de empresas aéreas brasileiras pelo capital externo.

 

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