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Após 38 anos, condenado a prisão perpétua tem inocência provada: “Rezei minha vida inteira por isso”, diz filho de acusado

Malcolm Alexander é visto pouco após ser libertado, abraçando seu neto, Malcolm Stewart Jr., ao lado do filho, Malcolm Stewart (Foto: Matthew Hinton /The Advocate via AP)

Juíza concordou que Malcolm Alexander teve defesa ineficaz e DNA ajudou a provar que ele não era culpado por estupro em 1979

Malcolm Alexander, de 58 anos, preso no estado da Louisiana há 38 anos, foi libertado na terça-feira (30/01), deixando a cadeia de Jefferson Parish, no subúrbio de Gretna, em Nova Orleans, depois que sua condenação à prisão perpétua por um estupro em 1979 foi retirada.

Advogados de defesa argumentaram que o advogado do primeiro julgamento de Alexander falhou ao não destacar que a vítima havia tido dúvidas na identificação do homem que a atacou em 1979. A juíza June Darensburg cancelou a condenação baseada no argumento de defesa ineficaz.

DNA foi prova fundamental

Evidências de DNA – que se julgavam perdida, mas foi descobertas em 2013, quando Alexander continuava insistindo em sua inocência – também desempenharam um papel na reversão, segundo advogados do projeto nova-iorquino Innocence Project, que lidaram com o caso.

As evidências consistiam em pelos pubianos recolhidos na cena do crime, um banheiro na loja da vítima. Testes de DNA mostraram que os pelos não pertenciam à vítima ou a Alexander, reforçando o argumento de que ele não era o agressor, disseram os defensores.

O diretor do Innocence Project, Barry Scheck, disse que a cooperação do escritório do xerife de Jefferson Parish e da Promotoria do Distrito de Jefferson Parish foram a chave para conquistar a liberdade de Alexander.

Familiares comemoram

“Agradeço a todos vocês do fundo do meu coração”, disse a mãe dele, Maudra Alexander, de 82 anos. “Rezei a minha vida inteira por isso”, afirmou o filho de Alexander, Malcolm Stewart.

O promotor Paul Connick mais tarde divulgou um comunicado no qual dizia que concordava que Alexander deveria ser libertado. “Após uma extensa investigação durante os últimos dois anos e meio, concordei com os advogados de pós-condenação do Sr. Alexander que o advogado de defesa durante seu julgamento de um dia ocorrido há 37 anos forneceu uma representação ineficaz em violação dos seus direitos constitucionais”, dizia Connick no documento.

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