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Mesmo antes de aprender a falar, o bebê se comunica – Descubra como incentivar

O desenvolvimento da linguagem começa já na barriga da mãe

O desenvolvimento da linguagem do bebê ocorre quando ele ainda está dentro da barriga da mãe. Quando nasce, ele se comunica, inicialmente, pelo choro e, depois, por meio dos gestos, do balbuciar, da experimentação com frases até, finalmente, falar de maneira clara.

Confira como é a evolução da linguagem infantil por faixa etária:

Atenção: descrição das conquistas por idade são referências. Mas os pais devem ter em mente que sempre existirão crianças que alcançarão certas realizações mais cedo ou mais tarde. Na dúvida sobre o desenvolvimento do filho, converse com o pediatra.

De zero a três meses

Do nascimento até os três meses de vida, o choro é a principal forma de comunicação dos bebês. Nessa fase, eles costumam dormir bastante, mas, quando estão acordados, podem tentar se expressar por meio de sorrisos, gargalhadas, gritinhos e choramingos para demonstrar satisfação ou não.

Os bebês se acalmam quando escutam a voz da mãe. Isso ocorre porque eles ouvem a voz materna desde o ventre (a partir do quarto mês de gestação) e, portanto, estão mais habituados a essa frequência sonora, que é um estímulo familiar.

Dica: mantenha o contato visual, sorria e explore a expressão facial. Isso contribuirá para que ele perceba o mundo e as pessoas ao redor. No nascimento, as crianças têm o campo visual diminuído e enxergam as formas de maneira embaçada quando estão a mais de 30 centímetros de distância. Outra dica é usar música para ninar, aquietar ou entreter, favorecendo a aproximação do bebê com a linguagem falada.

De três a seis meses

Nessa faixa etária, o desenvolvimento da fala se manifesta com gritos, resmungos e repetições de sílabas. Apesar de ainda não terem maturação cerebral para formar palavras, eles percebem as entonações e as melodias da fala e conseguem copiá-las.

Dica: converse muito com o bebê: Cante, fale e repita sons. Ao mostrar objetos, fale os nomes. É válido usar o “manhês” (fala típica que adotamos para conversar com os bebês) com voz suave, aguda, vogais prolongadas e carregado em melodia, mas evite pronunciar a palavra de forma errada ou imitar a forma como o bebê tenta pronunciar. Também evite deixar o pequeno muito tempo exposto à televisão ou à internet, pois o bebê só aprenderá a balbuciar e a ensaiar as primeiras palavras se tiver experiência com pessoas reais.

Seis meses a um ano e meio

A partir dos nove meses, eles entendem comandos como “não” e “tchau”. E compreendem frases simples com apoio gestual, como “bate palminha”. Dos seis aos dez meses, eles balbuciam palavras. Com um ano, dizem “mamã” para mamãe e “papá” para papai.

Nesta fase, também apontam o que querem e indicam aonde desejam ir. Além disso, conseguem memorizar mais palavras e identificar algumas partes do corpo, como boca, barriga, nariz ou pé. Entre um ano e um ano e seis meses, a criança tem vocabulário de aproximadamente 50 palavras. Dos 18 aos 24 meses, o bebê começa a combinar palavras  em frases simples, como “nenê papa” (neném quer comer).

Dica: deixe seu filho explorar o ambiente e manipular objetos. Incentive-o a brincar com brinquedos grandes, coloridos e que façam barulho. Cante músicas. Imite sons de animais com um gesto que remeta ao bicho. Mostre as partes do corpo e nomeie as pessoas da família (mamãe, papai, vovô, vovó).

Um ano e meio a três anos

Com cerca de 50 a 200 palavras no vocabulário, as crianças com dois anos conseguem responder a perguntas com “sim” e “não”, cumprimentar, reclamar, requerer atenção e indicar uma ação que realizarão.

A partir dos três anos, elas já conhecem as cores, os números (de um a dez), produzem frases mais complexas, usando os verbos “ser” e “estar”, e entendem ordens. Eles também contam pequenas histórias, relatam experiências e explicam sentimentos.

Dica: permita que a criança fale espontaneamente. No caso de ela dizer algo errado, ensine a maneira correta, sem repreender. Por exemplo: se ela disser “Auau taiu ão”, responda dando a forma certa  “Auau caiu no chão?”. Assim ela vai percebendo auditivamente as palavras e tentando corrigi-las. Conte histórias com o apoio de livros com imagens. Ao ler, mostre as figuras e faça sons diferentes para cada personagem. Depois, peça para ela recontar a história usando a imaginação.

Até quatro anos

Espera-se que a linguagem oral da criança esteja praticamente desenvolvida, no entanto, ela pode trocar o “r” pelo “l” (barata por balata). Nessa idade, as crianças se expressam bem, contam fatos, histórias, cantam músicas e fazem perguntas mais elaboradas e abstratas. Seu discurso é fácil de ser compreendido por outras pessoas, e seu vocabulário checa a 2.000 palavras.

Dica: estimule seu filho a contar o dia dele, pois, dessa forma, ele aprenderá as conjugações verbais, pronomes, adjetivos, conectivos. Brinque de telefone sem fio com ele e invista nos jogos de quebra-cabeça e de memória.

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